ChatGPT Business, Copilot ou software à medida: quanto custa e o que serve a uma PME
Para uma PME, a ferramenta de inteligência artificial pronta a comprar é, muitas vezes, a resposta certa, e o software à medida só compensa num caso mais estreito. O ChatGPT Business custa 21 € por utilizador e por mês com faturação anual (26 € com faturação mensal), e o Microsoft 365 Copilot custa entre 18,20 € e 27,73 € por utilizador e por mês, sem IVA, consoante o plano, e só se junta a uma licença Microsoft 365 que a empresa já tenha ou vem num pacote.
Este artigo compara as três opções que uma empresa portuguesa costuma pôr em cima da mesa: ChatGPT Business, Microsoft 365 Copilot e software feito à medida. Diz quanto custa cada uma, o que cada uma serve e quando nenhuma delas é necessária.
Data de consulta dos preços: 2 de outubro de 2026. Estes valores mudam. Confirme sempre na página oficial antes de decidir.
Quanto custa o Copilot para uma PME em Portugal?
O Microsoft 365 Copilot é o assistente de inteligência artificial da Microsoft, integrado no Word, Excel, PowerPoint, Outlook e Teams, e ligado aos dados de trabalho da empresa. Na página oficial de preços da Microsoft para Portugal, os valores para empresas, todos sem IVA, são estes:
- Microsoft 365 Copilot para Empresas (apenas o Copilot): 18,20 € por utilizador e por mês, pago anualmente; 21,84 € com pagamento mensal. Só se compra a clientes atuais do Microsoft 365 com um plano Empresas elegível.
- Microsoft 365 Empresas e Copilot (pacote com as aplicações): 20,36 € por utilizador e por mês, pago anualmente; 24,43 € com pagamento mensal.
- Microsoft 365 Empresas Premium e Copilot: 27,73 € por utilizador e por mês, pago anualmente; 33,28 € com pagamento mensal.
Duas notas importantes. A primeira: o Copilot em separado é um suplemento, por isso acresce ao que a empresa já paga pelo Microsoft 365; sem essa licença de base, o caminho são os pacotes com as aplicações incluídas. A segunda: os preços de pagamento anual implicam subscrição anual com renovação automática. A página mostrou também um preço promocional de 15,60 €, válido só até ao fim de setembro de 2026, no primeiro ano, pelo que não o usamos nas contas.
A Microsoft indica ainda que quem não tem licenças do Copilot pode experimentar o Copilot Chat iniciando sessão com a conta profissional. É uma forma de testar com a equipa antes de pagar.
Um cálculo útil: uma equipa de dez pessoas com o plano só de Copilot, a 18,20 € por utilizador e por mês em pagamento anual, paga 182 € por mês, sem IVA, ou 2 184 € por ano, além da licença Microsoft 365 que já tem. O que importa é compará-la com as horas que a equipa poupa.
Quanto custa o ChatGPT Business e está disponível em Portugal?
O ChatGPT Business é o plano da OpenAI pensado para equipas e empresas, em alternativa à conta individual. As funcionalidades exatas e os preços devem ser lidos na página oficial.
Segundo a página de preços da OpenAI para Portugal, consultada a 2 de outubro de 2026, o plano empresarial (ChatGPT Business, que a página portuguesa apresenta como «Empresarial ChatGPT e Codex») custa 21 € por utilizador e por mês com faturação anual, ou 26 € por utilizador e por mês com faturação mensal, a partir de 2 utilizadores. A página não indica se o valor inclui IVA. Está disponível em Portugal, com preços em euros e pagamento com cartão de crédito.
Com os mesmos dez utilizadores e faturação anual, são 210 € por mês, ou 2 520 € por ano. O critério de comparação é o mesmo do Copilot: some o preço por utilizador à dimensão da equipa que vai usar a ferramenta e compare com as horas poupadas. Para uma equipa pequena, o custo é baixo face ao tempo de uma pessoa. Para uma empresa onde só duas pessoas escrevem textos longos, licenciar quarenta é desperdício.
ChatGPT Business, Copilot ou software à medida: o que serve a cada caso
As três opções resolvem problemas diferentes. A escolha faz-se por quatro critérios.
- Onde vive o trabalho da equipa: se é no Word, Excel, Outlook e Teams, o Copilot encaixa sem mudar hábitos. Se é um conjunto de ferramentas variadas, um assistente de conversa como o ChatGPT é mais neutro.
- Que tarefa quer melhorar: escrever, resumir, pesquisar e analisar um documento são tarefas de assistente. Ligar dois sistemas e executar um processo sem pessoas é outra tarefa, e raramente se resolve com uma conversa.
- Quantas pessoas usam: licenças por utilizador escalam com a equipa. Software à medida tem custo inicial e de manutenção que não escala por pessoa, mas só se justifica com volume.
- Que dados circulam: antes de qualquer licença, defina que informação de clientes e da empresa pode ser colocada na ferramenta. Leia os termos do fornecedor e decida por escrito.
Quando a ferramenta pronta é a resposta certa
A ferramenta pronta é a resposta certa quando a tarefa é genérica, o volume é moderado e a equipa já trabalha nas aplicações onde essa ferramenta funciona.
- Rascunhar e rever texto: propostas, emails, atas, comunicados. Um assistente pronto resolve, e o custo é uma licença por utilizador.
- Resumir reuniões e documentos longos: poupa leitura a quem decide.
- Analisar uma folha de cálculo: pedir uma leitura de tendências ou uma fórmula é trabalho de assistente, não de projeto.
- Pesquisar e comparar: fornecedores, condições, regulamentação, com a ressalva de verificar as fontes.
E há um caso anterior a qualquer licença: o problema resolve-se sem software. Imagine uma empresa em que o atendimento responde sempre às mesmas dez perguntas por email. Antes de uma ferramenta, escreva as dez respostas num documento partilhado, com um responsável por mantê-las. É uma tarde de trabalho, sem licenças, e reduz o volume de pedidos repetidos. Só depois se pergunta se um assistente ajuda a redigir as variações.
Quando as ferramentas prontas deixam de chegar
Deixam de chegar quando o problema é um processo específico da empresa, que atravessa vários sistemas, corre com volume e não pode depender de alguém lembrar-se de abrir uma conversa. Exemplos: ler todos os dias as encomendas que chegam por email em formatos diferentes e lançá-las no ERP; cruzar produção, stock e entregas para um alerta diário.
Nesses casos há ainda um degrau intermédio, que deve ser testado primeiro: as automações que os sistemas atuais já permitem, ou plataformas de integração prontas. O desenvolvimento à medida é o último degrau, e justifica-se quando o processo é próprio, estável e frequente. O custo de software à medida depende do âmbito, das integrações e da manutenção, e varia demasiado de caso para caso para dar aqui um intervalo honesto sem fonte. Desconfie de quem o dá sem ter visto o processo.
Se o seu caso for este, o passo seguinte é medir o processo: quantas vezes por mês, quanto tempo, a que custo. Mostramos como em como automatizar processos com inteligência artificial.
Uma regra de decisão em três perguntas
- Isto resolve-se mudando a forma de trabalhar? Se sim, faça-o e pare aqui.
- É uma tarefa genérica de escrita, resumo ou análise? Experimente uma ferramenta pronta com uma equipa pequena durante um mês e meça as horas.
- É um processo próprio, com volume e vários sistemas? Então vale a pena medir o retorno antes de pedir orçamentos.
Se ainda não sabe em que ponto está a sua empresa, o guia de por onde começar traz uma lista de verificação por área: Estratégia, Cultura, Dados, Segurança, Tecnologia e Processos.
O índice de preparação faz as mesmas seis perguntas em cerca de um minuto, sem custo, e dá o resultado no ecrã. A pergunta que importa é esta. Onde é que a inteligência artificial vale dinheiro na sua empresa. E onde não vale.
Artigo de Eurico Fertuzinhos, autor dos livros Otimizar Processos e Eficiência Empresarial.
Fontes
- Microsoft, preços do Microsoft 365 Copilot (Portugal). Preços sem IVA. Consultado a 2 de outubro de 2026.
- OpenAI, preços do ChatGPT (Portugal), separador Business e Enterprise. Consultado a 2 de outubro de 2026.